[GUIA] Como fazer uma Gestão de Datacenter – Parte 2

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 Tempo de leitura: 7 minutos

No artigo anterior, mostramos a primeira parte do Guia de Gestão de Datacenter. Se você ainda não leu, recomendamos a leitura. Além de ser rico em informações refinadas sobre Gestão de Datacenter, é fundamental para a continuação nesta parte 2.

A primeira parte do Guia foi finalizada abordando o nível de RAID de proteção. O ideal é que, para uma tecnologia de armazenamento consistente, esses discos (RAID) sejam segmentados de acordo com o tipo de aplicação.

Segmentação de RAID

Tier 0 – SSD (IOPS/$ e IOPS/Watt)

Se é uma aplicação de ultra performance, transação financeira, loja virtual, onde demanda uma alta performance na execução dos dados, o ideal é a utilização dos discos SSD.

Tier 1 – FC/SAS 10K/15K RPM

Para Aplicações Comerciais, Data Mining, High Performance, utiliza-se FC/SAS 10K/15K RPM, tem equilíbrio entre IOPS e GB (processamento e capacidade).

Tier 2 – SAS/SATA 7200 RPM

No caso de documentos, planilhas, e-mail, conteúdos de redes sociais, big data,etc.

Tier 3 – Long-Term Archive ($/GB/Watt) Backup em Fita+Disco

Dados de Backup e Archive. Utiliza-se conceitos de compactação e de duplicação.

Cada aplicação possui um requisito específico de capacidade e desempenho. Storage Tiering permite alocar os dados no lugar correto, balanceando capacidade, desempenho e custo.

Ambiente automatizado

Quando falamos em Estágios do Gerenciamento e Automação de Infraestrutura em gestão de datacenter, seguimos os seguintes passos:

  1. Coleta de Dados e Planejamento do Meio Ambiente
    Alocação de recursos: O que há no Datacenter e onde estão alocados?
    Conexão de recursos: Como os recursos estão conectados?
    Espaço, energia e climatização: Tenho Espaço, Energia e Climatização para novos equipamentos?
    Inclusão e remoção: Como ter eficiência na inclusão e remoção dos equipamentos? 
  2. Camada de Monitoração e Reação
    Funcionamento dos equipamentos: Como está o funcionamento dos equipamentos?
    Alarmes e Alertas: Como está a notificação dos alarmes e alertas em tempo real?
    Dados de desempenho: Como está o histórico dos dados de desempenho e capacidade? 
  3. Camada de Análise e Diagnóstico
    Vida útil: Como estender a vida útil do Datacenter?
    Recuperação: Como reduzir o tempo de recuperação de falhas?
    SLA: Como garantir os SLA acordados com os clientes? 
  4. Recomendação e Automação
    Downtime: Como antecipar potenciais falhas e automatizar ações para evitar downtime?
    Eficiência: Como otimizar a eficiência do Datacenter?

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Soluções 3D em tempo real

É possível ter uma visão 3D em tempo real, com uma visualização completa do Datacenter. Essa tecnologia proporciona visualizar, por exemplo, onde estão alocados os equipamentos, onde alocar novos equipamentos, como está o consumo de energia e como otimizar isso, entre outros. Dessa forma, a gestão de datacenter além de se tornar mais moderna, torna-se mais eficiente.

Tudo isso proporciona um desempenho superior utilizando essa nova tecnologia de gerenciamento, tanto de infraestrutura, integrada ao gerenciamento da camada de aplicação do banco de dados, como também na disponibilidade da aplicação em si.

Ambiente Unificado & Virtualizado

Para se ter um ambiente Unificado e Virtualizado na sua gestão de datacenter, pode-se dividir o processo em três etapas.

  • Primeira etapa: Inicialmente, um ambiente unificado começa com uma virtualização de processamento e memória, que trás um ganho pra otimização de datacenter.
  • Segunda etapa: Em sequência, começa a virtualizar a parte de storage pra ter um uso mais efetivo do ambiente de storage sem ter uma área pré-alocada sem uso.
  • Terceira etapa: Virtualiza tanto a parte de rede como de segurança. Ao adotar soluções de automação desse ambiente de gerenciamento, fica aderente ao conceito de datacenter definido como software, onde há uma otimização plena dos recursos de infraestrutura.

Há realocação dinâmica das máquinas virtuais de acordo com uso e consumo de recursos, e com isso temos uso mais efetivo e inteligente do datacenter.

Ambiente Clusterizado

No Banco de Dados, o ideal é um Ambiente Clusterizado. Esse ambiente clusterizado é voltado ao site principal (Exemplo: Banco de Dados Oracle).

No caso de falha de um dos servidores, os outros servidores assumem a carga sem parada pro usuário ser feito de forma totalmente transparente. Para entender um pouco mais sobre Servidor em Cluster, confira nosso artigo O que é Servidor em Cluster e quais são os 5 mais usados?.

O mesmo serve para banco de dados MS-SQL, DB2, Sybase, entre outros. Só há perda de informação se tiver falha em outros equipamentos. Então, cria-se um ambiente no site de contingência, um ambiente de storage equivalente e faz a replicação entre os sites.

No caso do Oracle, tem a opção do Active Data Guard, de forma ativa ou passiva, onde tem o site principal trabalhando e o de contingência recebendo os dados e preservando as informações.

Oracle GoldenGate – Permite essa replicação ATIVA/ATIVA entre os dois datacenters, mas nem todas as aplicações são compatíveis com essa solução.

Ambiente de Cloud Computing integrando o Datacenter principal e de contingência Cria o pull de virtualização no site principal (como por exemplo VMware ou Microsoft Hyper-V), tanto no site principal como no datacenter de contingência.

Utiliza-se o VMware VMotion para replicação e proteção dentro do site local, e entre sites utiliza-se o VMware SRM (Site Recovery Manager) que vai automatizar o processo de mudança entre um site e outro. Então, cria as máquinas virtuais no site principal e no site de contingência, no caso de falha as máquinas são realocadas dinamicamente dentro do próprio datacenter e se tiver uma perda total desse ambiente, através do SRM, ele é ativo no site de contingência. Dessa forma, o ambiente é recuperado e a partir disso os equipamentos voltam ao site principal.

Também há preocupação com links de comunicação de operadoras distintas de forma que possa garantir a conexão dos usuários e ter uma parada em função de ter uma falha de TELECOM.

cluster

Estratégia de Replicação de Banco de Dados

Essa estratégia pode ser trabalhada com replicação em cima de TCP/IP. No caso do Oracle RAC, no site principal e no de contingência, garantindo clusterização desse ambiente, além de utilizar Oracle Active Data Guard para replicação ATIVO/PASSIVO dos dados em cima da camada TCP/IP e Oracle GoldenGate para nova replicação ATIVO/ATIVO.

Oracle RAC Extended também é uma opção mantendo os dois datacenters ativos, mas é um ambiente mais complexo. Além da replicação da camada de rede TCP/IP, como é o caso dos dois outros casos, há também a replicação da Rede SAN para garantir a replicação desses dados através do storage.

Além disso, também demandaria um terceiro site para caso tenha uma falha de comunicação entre os dois datacenters, pois são dois ambientes ativos.

Microsoft SQL 2012 AlwaysOn também permite uma replicação ATIVO/PASSIVO ou ATIVO/ATIVO dependendo de cada caso e tecnologia.

Na medida que o datacenter cresce e a disponibilidade aumenta, é necessário duplicar os equipamentos. Caso tenha muitas versões do mesmo gerenciador do banco de dados, é necessário criar um ambiente redundante para cada uma das versões. Portanto, recomenda-se evitar manter no mesmo datacenter oracle.

É importante, na medida que as tecnologias evoluem, que haja mudança gradativa nesses ambientes e plataformas de bancos de dados para evitar o investimento desnecessário que é suportar diversas plataformas. Isso envolve esforço do time de suporte e do time de aplicação que vai prover ajustes na aplicação para que ela seja compatível com as novas versões dos gerenciadores de banco de dados.

Redundância pode mitigar pontos únicos de falha, mas não é o suficiente para garantir o SLA definido. O ambiente precisa ser gerido por processos de forma adequada para que não tenha falha. Analise o nível de Maturidade dos Processos de Governança de TI, não é bom brincar de tentativa e erro num ambiente de datacenter.

Existe uma série de pessoas trabalhando no datacenter, em sua infraestrutura e nas diversas camadas. Tanto na parte de governança corporativa(adoção do balanced scorecard), como na parte de governança de TI (COBIT, ITIL, CMMI) uma série de framework que você pode utilizar para otimizar a governança do meio ambiente. 

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Ação do modelo ITIL

Numa gestão de datacenter eficiente, o ITIL agrega muito sendo um conjunto de melhores práticas para gestão da infraestrutura de serviços de TI, provendo maior controle e clareza nos processos, bem como melhoria contínua da qualidade e disponibilidade dos serviços. Para saber mais, consulte nosso artigo Tudo sobre ITIL.

A segurança na gestão de Datacenter

Este é outro ponto de evidência suma importância para uma boa gestão de datacenter. A segurança do datacenter deve oferecer confidencialidade, integridade e disponibilidade dos dados.

Algumas boas medidas para a segurança física do datacenter são:

  • Sala cofre com controle de acesso biométrico;
  • Sistema de combate a incêndio;
  • Circuito Fechado de TV (Confira Os benefícios do Sistema de Monitoramento de Câmeras CFTV);
  • Soluções de blindagem e gestão de riscos para uma proteção mais efetiva do datacenter;
  • Preocupação com firewall/ips/waf e uma série de processos de governança e gestão de riscos.

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